Para Eduardo Costa, a telemedicina continuará sendo uma realidade após pandemia


          Eduardo Costa: “A telemedicina é uma realidade que dificilmente vai deixar de existir.”


“A telemedicina veio para ficar”. Essa é a opinião do deputado Eduardo Costa (PTB-PA), que também é médico ortopedista. Entende-se por telemedicina o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde.

Na visão do parlamentar, a pandemia causada pela Covid-19 forçou uma adequação de medidas em diversas áreas, como a medicina. Também conhecido como teleatendimento, a prática vai de encontro à solicitação dos governos estaduais de isolamento domiciliar e consequentemente reduz a situação de risco para o atendimento de pessoas e profissionais em unidades de saúde e hospitais.

“Hoje, a telemedicina é uma realidade que dificilmente vai deixar de existir. Pelo contrário, temos que melhorar e aprimorar. Temos que tentar dar mais autenticidade e mais segurança para o usuário que necessita de um atendimento de um especialista, principalmente em cidades distantes, onde o transporte dessa pessoa para uma consulta é custoso, demorado e, muitas vezes, o cidadão não tem essa disponibilidade”, afirma.

Teleatendimentos

Hospitais Universitários Federais (HUFs) adotam a alternativa de atendimento desde o ano passado, por recomendação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Segundo o MEC, em Vitória (ES), o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes prestou cerca de 3 mil teleconsultas entre abril de 2020 e maio de 2021. Já o Hospital Universitário de São Carlos, em São Paulo, fez mais de 4.800 atendimentos relacionados à teleorientação. No Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já foram prestados mais de 100 mil atendimentos virtuais voltados para Covid-19.

Legislação

Esse formato de consulta foi regulamentado pela Lei 13.989, de abril de 2020, que dispõe sobre o uso da telemedicina enquanto durar a crise sanitária ocasionada pelo novo coronavírus. De acordo com a lei, a prestação de serviço de telemedicina seguirá os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação à contraprestação financeira pelo serviço prestado.

Eduardo Costa acredita que, pós-pandemia, a telemedicina continuará. “Esses atendimentos têm sido realmente muito importantes para viabilizar principalmente as consultas que estão cada vez mais escassas nos municípios menores. Eu acredito que vamos, de alguma forma, dar mais credibilidade às consultas a distância. Com certeza, a telemedicina veio para ficar”, conclui.

Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita
Foto – Jotaric

Comentários

Não existem comentários

Postar um comentário

  • ©2021 PTB na Câmara. Todos os direitos reservados.