Parecer da relatora Luísa Canziani reconhece visão monocular como deficiência


   A ativista Amália Barros (D) defende a aprovação da proposta junto à deputada Luísa Canziani (E).


Pessoas que enxergam com somente um olho, os monoculares, poderão ser consideradas deficientes sensoriais. A relatora do Projeto de Lei 1615/19, deputada Luísa Canziani (PTB-PR), apresentou parecer favorável a essa proposta, assegurando à pessoa com visão monocular os mesmos direitos e benefícios previstos na legislação para a pessoa com deficiência.
 
O monocular não tem a sensação de profundidade na visão e não possui a percepção de tridimensionalidade, além de ter a visão periférica prejudicada.
 
A jornalista e ativista Amália Barros relatou, em live no último domingo (21) com a deputada Luísa Canziani, que, por conta da falta do olho esquerdo, o marido sempre caminha do seu lado para evitar que ela esbarre nos móveis ou em outros objetos que não enxerga. Amália tem o apoio de diversos artistas, do presidente Jair Bolsonaro e da primeira-dama, Michele Bolsonaro.
 
Garantia de direitos
 
A classificação da visão monocular como deficiência já foi reconhecida por vários estados. Porém, as pessoas nessa situação ainda não usufruem dos direitos assegurados na legislação brasileira. Elas sofrem com o preconceito e com a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.
 
“Resta ao Parlamento, diante disso, ratificar posicionamento já consolidado em nossa sociedade e reconhecer definitivamente que a pessoa com visão monocular faz jus aos direitos conferidos à pessoa com deficiência”, afirma a deputada Canziani.
 
A proposta foi aprovada pelo Senado em novembro de 2019 e, no mesmo mês, teve o seu regime de urgência aprovado na Câmara dos Deputados. Com o parecer pronto, o projeto agora pode ser apreciado pelo Plenário da Câmara.
 
(Com informações da Assessoria de Imprensa da deputada Luísa Canziani)
Foto – Divulgação

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