Marcelo Moraes cobra do governo federal medidas para reduzir prejuízos da seca no RS

Escrito 13/05/2020, 19:41
Por Renata
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 Marcelo Moraes propõe ações preventivas, como linhas de crédito para financiar irrigação da lavoura.


O deputado Marcelo Moraes (PTB-RS) está trabalhando junto ao governo federal para minimizar os prejuízos da seca aos produtores rurais do Rio Grande do Sul. O parlamentar também atua junto ao Ministério da Agricultura propondo ações preventivas contra a estiagem no futuro, como a irrigação das lavouras.

“Além do papel de minimizar os impactos da seca deste ano, a gente tem trabalhado muito o futuro da agricultura no Rio Grande do Sul, pedindo ao Ministério da Agricultura que busque junto aos bancos, aos agentes financeiros, alguma linha de crédito a fundo perdido ou com juro muito baixo, para tentar trabalhar a irrigação nos próximos anos, porque só se fala em irrigação no momento da seca. No outro ano chove e os agricultores acabam não falando mais nisso”, destaca.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), desde a safra 2011/12 o estado não tinha perdas tão grandes nas suas lavouras. Em 2020, todas as regiões gaúchas registraram acumulados de chuva abaixo da média histórica. A situação fez com que 364 municípios decretassem emergência, segundo dados da Defesa Civil, até 8 de maio.

“Junto com a bancada federal, fizemos alguns encaminhamentos ao Ministério da Agricultura: o primeiro deles foi um pedido para que a pasta busque junto aos bancos uma carência de, pelo menos, três ou quatro anos, para o pagamento da dívida que foi contraída pelos agricultores para o custeio da produção. Além disso, medidas para que, assim que o agricultor voltar a pagar as dívidas, as parcelas sejam bem reduzidas, para que ele possa sobreviver”, afirma Marcelo Moraes.

Renegociação

O deputado lembra que algumas ações já foram anunciadas por parte do governo do estado. A primeira delas foi a renegociação da dívida de custeio da produção, que poderá ser parcelada em até sete anos. Também já foi anunciada a prorrogação das dívidas dos investimentos para a última parcela. Isso quer dizer que o pagamento do valor devido vai ser adiado para depois da última parcela do financiamento. De acordo com o parlamentar, ainda houve abertura de crédito para as cooperativas, para que possam ajudar os seus cooperativados.

“Mas só isso não ajuda. Precisamos avançar e, por isso, temos pressionado insistentemente o Ministério da Agricultura. O Rio Grande do Sul, hoje, tem tudo: expertise, equipamento e solo, inclusive, para ter uma grande agricultura. Mas essa seca deste ano, com certeza, veio atrapalhar, e muito, esse processo de evolução que temos no estado. Por isso, é importante a presença do governo nos ajudando a minimizar esse impacto”, completa.
 
Reportagem – Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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