Pedro Lucas e Eduardo Costa pedem a governo socorro financeiro para pequenos hospitais


 Pedro Lucas e Eduardo Costa lembram que hospitais privados já perderam 34.768 leitos desde 2010.


O líder e o vice-líder do PTB na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA) e Eduardo Costa (PA), solicitaram que o governo federal adote medidas emergenciais para preservar os empregos e diminuir os impactos negativos no setor hospitalar privado, em especial nos hospitais de médio e pequeno porte, por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Em ofícios enviados ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira (29), os parlamentares destacaram que houve diminuição das receitas pela mudança do mix de serviços nos hospitais, passando de serviços cirúrgicos eletivos (com ticket médio mais alto), para procedimentos clínicos utilizados no tratamento da Covid-19 (com ticket médio de tratamento muito mais baixo).

Aumento de custos

Os deputados afirmaram, também, que houve aumento dos gastos trabalhistas, por causa do afastamento temporário dos profissionais de saúde em decorrência da pandemia, que deverão ser compensados com novas contratações e horas-extras.

Ainda ressaltaram o aumento dos custos de insumos, devido à elevação dos preços no mercado nacional e internacional; e o crescimento dos custos de financiamento, causado pela busca de empréstimos para financiar as operações.

Medidas emergenciais

Para minimizar esses problemas, Pedro Lucas e Eduardo Costa solicitam a criação de uma linha de crédito específica para financiar capital de giro e novos investimentos direcionados ao atendimento dos casos de Covid-19. Pedem, também, a suspensão temporária de tributos e contribuições federais, e a desoneração da folha de pagamento.

“O segmento de hospitais de médio e pequeno porte no Brasil, em sua maioria situados nos municípios de pequeno porte, desde janeiro de 2010 vem somando a crise vivida pelo setor hospitalar privado. Nesse período, perdeu 34.768 leitos e 560 hospitais, na sua maioria pequenos (69,9%) e médios (24,8%), dos quais 49,2% também atendiam Sistema Único de Saúde (SUS)”, declararam.

Ainda de acordo com os deputados, em razão das características de perecibilidade dos serviços do setor hospitalar, um leito não usado não é recuperável no dia seguinte. Além disso, segundo eles, por ser um setor intensivo de mão de obra, tem elevados custos fixos que o fragilizam diante da crise de pandemia da Covid-19 vivenciada atualmente no Brasil.
 
Reportagem – Renata Tôrres

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