Bengtson sugere criação de crematórios para animais para controle de doenças

Escrito 30/03/2020, 18:37
Por Renata
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 Bengtson: “Há casos em que sepultamento no jardim de casa não é bom do ponto de vista sanitário.”


O veterinário e deputado Paulo Bengtson (PTB-PA) apresentou à Câmara dos Deputados projeto de lei que determina a criação de crematórios específicos para animais em municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes (PL 5658/19).
 
Segundo o texto, deverão ser levados aos crematórios animais mortos encontrados em vias públicas, vindos de estabelecimentos veterinários ou trazidos pelos proprietários.
 
O parlamentar destaca que deixar a carcaça de animais nas vias públicas é uma situação perigosa, porque favorece o crescimento de pragas urbanas, como ratos e moscas, permite que outros animais de rua sejam infectados, além de contaminar fontes de água e o lençol freático.
 
“Nesse sentido, mesmo o sepultamento em locais mais condignos, como o jardim de casa, do ponto de vista sanitário pode não ser o mais adequado”, alerta.
 
Além disso, segundo Paulo Bengtson, o abandono dos corpos desses animais nas ruas é triste, porque mostra o descaso de certas pessoas que os depositam em locais inadequados, como terrenos baldios, ou simplesmente os jogam em lixões.
 
Raiva
 
Também poderão passar por cremação, em razão de interesse para a área de saúde, cães ou gatos que morderam ou arranharam pessoas nos dez dias anteriores à sua morte; ou que tiveram contato com morcegos seis meses antes da sua morte.
 
Ainda poderão ser cremados animais com sinais clínicos de doença neurológica – como convulsão, tremores, andar cambaleante, salivação e rigidez na mandíbula; primatas não humanos, como macacos e saguis; e morcegos.
 
“A morte de morcegos e animais domésticos deve ser cuidadosamente pesquisada, pois pode ser indicativa de raiva ou outra doença. Portanto, a proposta tem o objetivo de solucionar problemas que ameaçam a saúde pública e fortalecer a vigilância epidemiológica de doenças”, afirma.
 
Pesquisa
 
O deputado reforça que a instalação de crematórios exclusivos para animais fortalece o sistema de vigilância epidemiológica por meio da realização do procedimento de triagem.
 
Paulo Bengtson exemplifica relatando que a morte de macacos e saguis é um evento que gera atenção na área da saúde pública, pois pode indicar a presença de febre amarela silvestre na região.
 
“Tal é a importância desse fato que é considerado ‘evento de saúde pública’ para fins de notificação compulsória”, conclui.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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