Emanuel: é função do Congresso fiscalizar ações do governo em relação à Amazônia


  Emanuel: “Comissão deve verificar medidas do governo para combate e prevenção às queimadas.”


Uma das atribuições do Congresso Nacional é fiscalizar os atos do Poder Executivo, por isso, os parlamentares precisam avaliar quais as medidas o governo federal tem tomado para zelar pela Amazônia. A afirmação do deputado do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), ao comentar a atuação da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional.

O colegiado aprovou, na quarta-feira (11), o plano de trabalho para 2019. O cronograma inclui visitas externas a áreas críticas da Floresta Amazônica afetadas por queimadas e reuniões com o Parlamento Amazônico.

“A comissão precisa verificar quais são as medidas do governo em relação ao combate e prevenção às queimadas no Brasil. Além disso, deve analisar os recursos que o Brasil recebeu todos esses anos para o combate ao desmatamento e para a preservação da Amazônia, e onde estão sendo investidos”, ressalta.

Guerra diplomática

Segundo o parlamentar, com essas informações, a comissão poderá apresentar uma perspectiva à população e cobrar do governo federal medidas equilibradas, para que não se faça da Amazônia uma guerra diplomática.

“Sabemos que a Amazônia é nossa. Temos a prioridade sobre os cuidados com a floresta e com tudo que ela nos oferece. Entretanto, a relação diplomática é importante, mas sempre vislumbrando a proteção e a preservação desse bioma”, afirma.

Ele ainda ressalta que o problema dos desmatamentos, das queimadas e da degradação na Amazônia é antigo, não começou no atual governo.

Mato Grosso

Segundo Emanuel Pinheiro Neto, a Floresta Amazônica é um dos três biomas presentes no Mato Grosso, representando 53% do território, seguida do Cerrado (39%) e do Pantanal (7%). Portanto, o deputado defende um cuidado redobrado com a floresta.

A Amazônia virou motivo de atenção nas últimas semanas, com notícias sobre o aumento do desmatamento e das queimadas, gerando repercussão internacional.

De acordo com dados recentes do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na floresta amazônica aumentou 222% em agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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