Ronaldo Santini toma posse na Câmara, onde continuará luta em defesa das santas casas


 Santini: “Para cada R$ 100 gastos por santa casa com paciente do SUS, governo só devolve R$ 62.”


O deputado federal Ronaldo Santini, do Rio Grande do Sul, tomou posse nesta terça-feira (12), passando a integrar a bancada do PTB na Câmara dos Deputados. Ele é o primeiro suplente da coligação que o elegeu. O titular, Covatti Filho (PP), licenciou-se do mandato, abrindo a vaga para Santini.

O parlamentar recebeu 68 mil votos nas eleições de 2018 e, mesmo sendo o 29º deputado mais votado do estado, que tem 31 deputados federais, o coeficiente eleitoral não permitiu que chegasse à Câmara como titular.

Advogado por formação e deputado estadual por dois mandatos consecutivos, Ronaldo Santini afirma que suas prioridades no Congresso Nacional serão o fortalecimento das santas casas de misericórdia e dos hospitais filantrópicos; a defesa da segurança pública, com enfoque na valorização dos policiais; e a revisão do pacto federativo, com a destinação de mais recursos para os estados.

Santas casas

Na Câmara, o deputado pretende dar sequência a um dos trabalhos que permitiu que fosse eleito: na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, ele conduziu, por sete anos, a frente parlamentar em defesa das santas casas de misericórdia e hospitais filantrópicos.

“O maior problema que os hospitais filantrópicos têm hoje é a falta de reconhecimento e de uma remuneração adequada por parte do Sistema Único de Saúde (SUS) para os serviços realizados. Para cada R$ 100 que uma santa casa gasta com um paciente do SUS, o governo federal só devolve R$ 62. Ou seja, ela já arranca trabalhando com 38% de prejuízo na sua atividade”, explica.

Segundo Ronaldo Santini, as santas casas só conseguem sobreviver por meio dos recursos provenientes das consultas particulares e dos convênios de saúde, que permitem um certo equilíbrio nas contas.

Segurança pública

O deputado também presidiu, na Assembleia Legislativa, a frente parlamentar da segurança pública.

“Lá, conseguimos vários avanços no que diz respeito à política do setor, especialmente para os operadores da segurança, dando proteção, reconhecimento e o devido valor a quem jura, com a própria vida, nos defender”, conta.

Sobre o pacto federativo – mecanismo que define a relação fiscal entre governo federal, estados e municípios, ou seja, a distribuição de recursos públicos entre os entes da federação – o parlamentar afirma que já passou do momento de os estados reivindicarem a sua revisão.

“Os representantes dos estados no Congresso Nacional, que são os senadores e os deputados federais, precisam estar aliados aos governos estaduais nesta matéria”, declara.
 
Reportagem – Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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