Sabino recebe ameaças de morte do crime organizado; líder do PTB pede proteção policial


          Sabino Castelo Branco:  “Eu não vou recuar uma vírgula. Vou até o fim desta briga.”


O deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) e sua família têm recebido ameaças de morte pelo fato de o parlamentar estar denunciando as ações do crime organizado. Ele conseguiu as assinaturas necessárias para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar os abusos cometidos pelas facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN).

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), já enviou pedidos formais aos presidentes da República, Michel Temer, e da Câmara, Rodrigo Maia, e ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio, solicitando a proteção da Polícia Federal e da Polícia Legislativa para o deputado do Amazonas.

Sabino Castelo Branco declarou que, apesar das ameaças, não vai desistir de denunciar e investigar o crime organizado.

“Eu não vou recuar uma vírgula. Vou até o fim desta briga e não quero saber o que vai me custar. Quero ver um dia o povo brasileiro ter paz. Sou um homem ameaçado e quero deixar registrado que, se algo acontecer comigo, já fui pela terceira vez ao ministro da Justiça e até agora não foi tomada nenhuma providência”, contou.

O parlamentar ressaltou que Fernandinho Beira-Mar, líder do CV; Marcola, do PCC e Zé Roberto da Compensa, da FDN, continuam comandando suas facções mesmo estando em presídios federais.

“Eles estão sentenciando a pena de morte no nosso País: decretam a morte de pessoas e dizem que elas vão ter que ser recrutadas para o crime. O pior é que, quando a pessoa sai da cadeia, paga a sua pena, não sai livre, porque se torna soldado deles aqui fora: tem que levar informações, drogas, mata quem eles querem. Às vezes, a pessoa quer se recuperar, mas não tem como”, afirmou.

Reportagem – Renata Tôrres
Foto – Luis Macedo / Câmara dos Deputados

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