Jovair Arantes defende reforma trabalhista para recuperar empregos perdidos

Escrito 26/12/2016, 17:40
Por Renata

  Jovair: “É necessário adequar a legislação para gerar empregos e atrair o capital internacional.


No Congresso Nacional a palavra reforma nunca sai de moda. Seja trabalhista, política, tributária, há sempre pelo menos uma reforma na pauta dos debates e deliberações.

Como uma das últimas medidas de 2016, o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que permitirá que a negociação entre patrões e empregados flexibilize regras da legislação trabalhista. Medidas necessárias, segundo o líder Jovair Arantes (GO), do PTB, que junto do PP e PSC, formam o maior bloco da base governista.

Ao lembrar que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) entrou em vigor em 1943, o parlamentar afirmou que é necessário modernizá-la para adequá-la aos tempos atuais.

“Na época em que a CLT foi instalada no Brasil, grande parte da tecnologia que existe hoje, dos avanços que a sociedade experimentou, não existiam. Por isso, é necessário que a legislação seja adequada, para que possamos ter segurança jurídica, gerar emprego e renda e atrair capitais internacionais, com a instalação de grandes empresas no Brasil, recuperando os empregos que foram perdidos num passado recente", disse Jovair Arantes.

Reforma da Previdência

Segundo os líderes partidários, o primeiro semestre de 2017 deve ser monopolizado por apenas uma delas: a reforma da Previdência.

O líder do governo, André Moura, do PSC de Sergipe, defende que, sem ela, a aprovação do limite de gastos não vai funcionar e vai faltar dinheiro para pagar aposentados.

"Estamos num país com a Previdência prestes a falir. Esse parlamento tem que ter o espírito republicano, esquecer as questões políticas de oposição e de situação, discutir e deliberar, depois de um debate mais amplo possível, a reforma da Previdência", afirmou.

O líder do PT, maior partido de oposição, espera conseguir impedir o avanço da reforma, pelo menos do jeito que ela foi enviada ao Congresso. O deputado Afonso Florence espera encontrar aliados mesmo na base do governo.

"Vai ser uma guerra. Acredito que mesmo partidos, parlamentares da base do governo Temer, não vão avalizar esse golpe tão forte, essa traição tão rasteira, aos trabalhadores, mulheres, servidores públicos, trabalhadores rurais. Considero que é possível que saia bem menos grave do que está", declarou.

Para o cientista político David Fleisher, a reforma da Previdência dominará, de fato, os debates no Congresso e na sociedade, e com grandes chances de colocar o povo na rua.

"Com a Previdência Social, essa reforma vai entrar com muito destaque em março, abril e maio. Vai ter muita gente nas ruas protestando contra as mudanças, na Previdência Social, como na França já teve também. Só que na França as manifestações não são tão violentas como aqui. Então esperamos que esse ano vai ter muito protesto contra a reforma da Previdência. E se entrar na legislação trabalhista, mais ainda."

Reforma política

O cientista político David Fleisher também lembra que há expectativa de retorno do eterno tema da reforma política.

"Sempre nos anos ímpares, como 17, tem tentativa de reforma política. Já tem uma proposta que já saiu do Senado para colocar uma espécie de cláusula de barreira para os partidos pequenos e nanicos. Então, isso estaria na pauta, e teria que ser aprovada a reforma política até 2 de outubro", previu.
Além da reforma da Previdência e trabalhista, ainda estão pendentes para 2017, no Congresso, a reforma do ensino médio, a reestruturação da Empresa Brasil de Comunicação e, se houver acordo, o Marco Regulatório dos Jogos de Azar e a regulamentação do lobby.
 
(Com informações da Rádio Câmara)
Foto – Jotaric

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