Congresso contribuiu para ajudar o País a sair da crise ao aprovar meta fiscal, diz Jovair

Escrito 25/05/2016, 15:41
Por Renata
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        Jovair: “Precisamos, agora, de pacificar os ânimos para que o governo consiga trabalhar.”


O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), afirmou que a aprovação da nova meta fiscal para 2016 – que estabelece um déficit primário no valor de R$ 170,5 bilhões – demonstrou a força e a disposição do Congresso Nacional em ajudar o Brasil a sair da enorme crise econômica em que está mergulhado.

“A sociedade precisava tomar conhecimento do déficit real do País, sem mentiras, nem manipulação dos números, e de que as contas públicas estão desajustadas. O que necessitamos, agora, é de pacificar os ânimos para que o governo consiga trabalhar,” ressaltou parlamentar.

Ao fazer um balanço do pacote de ações anunciadas pelo Governo Temer para tentar conter o desequilíbrio dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira, Jovair Arantes foi categórico:

“Todo país sério, que se ajustou, precisou dar um remédio amargo para sua economia. O que o presidente da República faz neste momento é mostrar ao Brasil que a situação é grave e que precisa de esforço de todos os setores”, disse.

Despesas limitadas

O Governo Temer pretende estabelecer, por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), um teto para todos os gastos – incluindo as contas de saúde e educação. Na opinião de Jovair Arantes, essa PEC chega em boa hora.

“Não se pode gastar mais do que se tem. Essa é uma regra simples adotada por diversas famílias, e com o País não é diferente. É preciso ter um limite de gastos, não se pode avançar o farol, sob pena de se pagar o preço que estamos pagando hoje, com atraso de mais de dez anos de irresponsabilidade cometida pela administração do Partido dos Trabalhadores”, enfatizou o líder do PTB.

CPMF

Durante o anúncio das medidas de ajuste, a equipe econômica informou que não está descartada a possibilidade de o governo propor aumentos de tributos no futuro. Jovair Arantes rejeita a proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“A CPMF está estigmatizada e a sociedade não aceita mais aumento de impostos. A carga tributária brasileira é altíssima. Então, o governo tem que se ajustar internamente, como está fazendo: reduziu despesas, cargos, ministérios. Tem que cortar na própria carne, porque é esse o objetivo de um governo sério”, afirmou.

Legalização dos jogos

Para o líder, existem outras maneiras de o governo aumentar a arrecadação, como, por exemplo, legalizando os jogos.

“O Brasil perde uma receita muito grande para outros países. É preciso explorar esse mercado de jogos, para atrair eventos mundiais e fomentar a indústria do turismo e entretenimento. O Brasil está super atrasado nisso. Enquanto não temos a regulamentação, Argentina, Uruguai e Paraguai vivem às custas do Brasil, porque os brasileiros saem daqui para jogar lá fora”, afirmou.
 
Reportagem – Érica Amorim
Foto – Jotaric

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